Endodontia (Polpa dentária)

Endodontia é a especialidade da odontologia responsável pelo estudo da polpa dentária, de todo o sistema de canais radiculares e dos tecidos periapicais, bem como das doenças que os afligem. Em casos de alterações por cárie, fraturas dentárias, trauma dentário, trauma ortodôntico, lesões endo-periodontais, necessidades protéticas e outras patologias endodônticas, o tratamento endodôntico (ou o tratamento de canal) está indicado, visando a manutenção do dente na cavidade bucal, e a saúde dos tecidos periapicais.
Índice:
A Polpa
A Inflamação e o Processo de Mortificação Pulpar
As Patologias Decorrentes da Mortificação Pulpar
Tratamento endodôntico
Tratamento expectante
Curetagem pulpar
Pulpotomia
Pulpectomia
Tratamento Cirúrgico
Modus operandi
Preparo do canal radicular
A Especialidade


A Polpa
Esboço extremamente simplificado das etapas de um tratamento endodôntico
A polpa dentária é um tecido conjuntivo especializado, localizado no interior do dente, que está interligada de tal modo com o tecido duro que a enclausura (a dentina) que é comum os especialistas a designarem de complexo dentina-polpa. Ela é constituída por um tecido colaginoso frouxo; que embebe artérias, veias, nervos, células de defesa, fibroblastos, odontoblastos e células desdiferenciadas, e sua função primordial é tornar o órgão dentário reativo a estímulos (como agressões e mudanças de temperatura). No corpo humano não existe a condição de isolamento de nenhum dos tecidos do corpo. A polpa radicular se é coberta por uma camada denominada cemento, que é sustentada e liga atravez do forame apical, dos tubulos dentinarios e canais laterais interligada ao "Periodonto de sustentação, que são as estruturas que mantém o dente no seu alvéolo, dentre as quais, relaciona-se diretamente com o ligamento periodontal e o osso alveolar.

A Inflamação e o Processo de Mortificação Pulpar


A inflamação é um processo biológico de resposta à estímulos agressores, que busca a sua eliminação e o reparo das estruturas submetidas. Suas características são evidenciadas tanto micro quando macroscopicamente.
Microscopicamente o dano celular ativa substâncias e partículas que exercem função de “avisar”, ou melhor “intermediar”, junto ao organismo, a presença de um dano, um corpo estranho ou uma substância estranha: são os mediadores químicos da inflamação. Esse é um processo muito complexo que envolve os leucócitos e sua capacidade de morfogênese e de emigração para o local do estímulo inflamatório.
Macroscopicamente temos o aspecto vascular, em que há vasodilatação (aumento do diâmetro dos vasos saguíneos), hiperemia (aumento no afluxo sangüíneo),e aumento da permeabilidade vascular. Em decorrência (porém simultâneo) a esta, existe um aspecto exsudativo, que consiste no edema (inchaço), o exsudato purulento (o pus) e desorganização das fibras colágenas.
Na Polpa, todos estes processos estão localizados em um ambiente muito restrito e sem elasticidade, constituído pelo esmalte, dentina e cemento, causando dor de caráter agudo ao portador devido à compressão do tecido nervoso causada pelo edema e pela característica não-elástica do tecido circunvizinho. Deste modo os distúrbios de aspecto vascular, principalmente a hiperemiae edema, causam uma dificuldade na oxigenação no tecido pulpar principalmente por dificultar o retorno venoso levando a morte do tecido pulpar por hipóxia (diminuição de oxigênio no sangue).

As Patologias Decorrentes da Mortificação Pulpar
A proporção em que a reação inflamatória progride, a lesão que era essencialmente dentária passa também para a região circunvizinha ao dente, e o exsudato vai sendo colecionado num abscesso periapical. A partir daí têm-se muitas possibilidades:
O abscesso pode perpetuar-se lentamente frente a estímulos de baixa intensidade e se transformar numa lesão crônica como o cisto radicular.
A lesão poderá evoluir rapidamente de maneira a perfundir os tecidos duros até as fáscias, gerando trantornos mais sérios como o abscesso subperiósteo, empiema maxilar, linfadenopatia, celulite, septicemia e até mesmo a angina de Ludwig, que pode ser fatal se não tratada adequadamente.
Em alguns casos, em que o operador ao realizar o tratamento de canal não fizer a desinfecção gradual do mesmo. Pode ocorrer um fenômeno denominado:"flare up" ou abcesso "fênix" que consiste na agudização de um abcesso crônico. Isso não é incomum de ocorrer e provoca grande desconforto para os pacientes entre as seções endodônticas.

Tratamento endodôntico
O tratamento endodôntico consiste em variadas manobras técnicas que visam reestabelecer a normalidade dos tecidos dentais, ou pelo menos manter a estrutura dura em seu alvéolo sem presença de inflamação ou infecção. Por isso, o tratamento de Canal é apenas uma parte deste, em que baseia-se em remover todo o tecido, vivo ou não, da câmara pulpar e do sistema de canais radiculares presente nas raízes selando-os em seguida.
Dentre as manobras podemos destacar, em ordem de complexidade, o tratamento expectante, a curetagem pulpar, a pulpotomia, a pulpectomia e o tratamento cirurgico (cirurgia parendodônticas).

Tratamento expectante
É a manobra mais conservadora do Tratamento Endodontico, em que consiste sempre na remoção do tecido cariado, a proteção do complexo dentina-polpa, e o selamento provisório da cavidade. Vários são o materiais que podem ser utilizados pelo Cirurgião Dentista (ou Médico Dentista em Portugal) o mais indicado é o Hidróxido de Cálcio P.A, mas é de consenso geral que, o mais importante é preservar a estrutura biológica do estímulo que vem gerando a alteração pulpar.

Curetagem pulpar
Consiste na remoção da superficial da polpa coronária (presente na coroa do dente) que eventualmente tenha sido exposta durante o tratamento conservador, potencialmente contaminado por microrganismos do meio bucal.

Pulpotomia
A pulpotomia é a remoção da polpa presente na câmara pulpar. Neste caso preserva-se o tecido pulpar que está nos condutos radiculares (canais). Devido a isso, a pulpotomia está indicada somente em casos que a lesão inflamatória restringe-se a uma pequena porção da polpa coronária. Em crianças é onde se encontram os maiores índices de sucessos neste tratamento, devido ao fato do tecido pulpar não estar completamente amadurecido. Existe uma grande indíce de insucessos na pulpotomia, tais como mortificação pulpar ou formação de calculos pulpares, o que restringe a técnica mais a dentes jovens. A pulpotomia está indicada principalmente, na Odontopediatria

Pulpectomia
É o tratamento de canal comumente conhecido. Consiste em despolpar totalmente o dente; higienizar as paredes internas e a luz dos canais; modelar e selar, de modo o mais hermético possível, o sistema de canais radiculares com guta-percha (derivado de resina vegetal).
A pulpectomia é considerada um procedimento complexo, onde tamanho do campo operatório, o comprimento do dente, a anatomia do sistema de canais radiculares e a fadiga dos intrumentos de corte contribuem para as dificuldades técnicas deste procedimento.

Tratamento Cirúrgico
O tratamento cirúgico está indicado em casos de falhas anteriores no tratamento endodôntico, em perfurações acidentais, presença de lesões refratárias (não respondem ao tratamento endodôntico convencional), em alguns casos de fratura de instrumentos e a presença de próteses extensas que do ponto de vista estético e funcional estejam satisfatórias.

Modus operandi

Preparo do canal radicular
Após o diagnóstico clínico, o dente é preparado para o tratamento endodôntico (anestesia, isolamento do campo operatório, antissepsia do campo). É realizada a abertura do dente, com o uso de brocas apropriadas, para o acesso ao canal. Em seguida inicia-se o preparo do canal radicular alargando a entrada até o terço médio do dente. A limpeza e a modelagem do canal radicular devem atingir uma profundidade, que é determinada pela medição do comprimento do dente (odontometria). A limpeza e modelagem do sistema de canais radiculares se faz pelo uso de instrumentos endodônticos manuais (aço inoxidável ou NiTi). Outra possibilidade mais recente é o emprego de instrumentos acionados por motor elétrico (instrumentos rotatórios).

A Especialidade
Endodontista é o nome que se dá ao profissional pós-graduado em endodontia. O curso varia de 12 a 24 meses.Os cursos de atualização não garantem o título ao dentista. Hoje é a especialidade na área de odontologia com o maior numero de profissionais.

Saliva x Halitose

Saliva X Halitose

Saliva X Mau Hálito:

Quando há alteração dos padrões salivares como a redução do fluxo e/ou aumento da viscosidade salivar, observa-se maior predisposição a estagnação de células epiteliais descamadas, bactérias, fungos, leucócitos, mucina salivar e resíduos alimentares. Este material se depositará sobre a mucosa bucal, gengivas, amígdalas e, em maior quantidade, na língua (saburra lingual). Após sua deposição será degradado por bactérias anaeróbicas proteolíticas e o resultado é a elevação da concentração dos compostos sulfurados voláteis e a manifestação de halitose exacerbada.


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Fatos Históricos

Fatos Históricos


Saliva – Fatos históricos

Até meados do século XVII a saliva era considerada um excremento constituído de impurezas do sangue e do espírito. Era muito comum o emprego de doses maciças de substâncias que estimulavam a salivação e sangrias para promover a cura de doenças e eliminação de “maus espíritos”.

Antigamente, os membros da corte judicial avaliavam o fluxo salivar para detectar mentiras. O acusado recebia uma porção crua de arroz para mastigar, caso não se formasse uma massa compacta ficava caracterizado seu medo evidenciando-se assim, sua culpa.

GARRETT, JR. Changing attitudes on salivary secretion – A short history on spit. Proc R Soc Med n. 68, p. 553-560, 1975. apud MANDEL, I. The functions of saliva. J Dent Res, n. 66, p. 623-627, 1987.

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Muita Saliva

Muita Saliva

A saliva tem um importante papel na saúde bucal e sistêmica. Dentro dos transtornos do fluxo salivar pode-se citar o aumento da salivação. Utilizam-se os termos hipersecreção, hipersalivação e ptialismo para descrever o aumento do fluxo de saliva. O termo sialorréia deve ser limitado à sensação de aumento do fluxo salivar.Vários fatores podem atuar de forma concomitante na hipersecreção salivar.

Causas fisiológicas:

Ø Os lactantes têm uma descarga salivar maior até que se desenvolvam os reflexos musculares iniciais da deglutição e do selamento labial. Mais adiante a erupção da dentição, com o incremento da atividade oral podem provocar salivação excessiva.

Ø Durante a gravidez também existe um amento da salivação, principalmente entre o segundo e o quinto mês de gestação.

Causas patológicas:

Ø Alterações do aparelho digestivo:
Origem bucal: dor oral, pulpites, periodontites e irritações locais (feridas produzidas por próteses mal adaptadas ou por dentes fraturados). O fluxo salivar aumenta por excitação das terminações sensitivas da região, desencadeando o mecanismo de defesa. Alterações inflamatórias faríngeas ou amidalites também podem originar ptialismo.
Causas esofágicas: espasmos, câncer, introdução de corpos estranhos no esôfago.
Causas gástricas: hérnia de hiato, úlcera duodenal que provoca pirose e hipercloridria e produz uma hipersalivação para neutralização do ácido.
Causas intestinais: helmintíases.
Causas hepáticas: litíase e hepatite viral.

Ø Intoxicações exógenas por mercúrio, iodo ou chumbo e endógenas como uremia.

Ø Na fase crítica de determinadas enfermidades infecciosas.

Ø Causas neurológicas: neuralgias faciais, doença de Parkinson e epilepsia.

Ø Causas endócrinas: hipertireoidismo e pseudo-hiperparatireoidismo.

Ø Causas farmacológicas: determinadas drogas podem alterar a produção de saliva. O mecanismo de ação é múltiplo e atua por diversas vias produzindo uma ampla variedade de efeitos farmacológicos. Podem alterar os receptores de acetilcolina ou inibir a colinesterase. Os fármacos geralmente empregados são a pilocarpina e levo-dopa.

Ø Outras causas: síndrome de Riley-Day (caracterizada pela transpiração excessiva, sialorréia, erupções cutâneas e flutuação na pressão arterial). Em 1989 Lieblich descobriu uma nova forma de sialorréia denominada sialorréia paroxística idiopática, na qual a produção excessiva de saliva se dá uma ou duas vezes na semana com duração de 2 a 5 minutos, esses episódios são precedidos por náuseas e dor epigástrica.

Ø As causas da hipersalivacão devem ser pesquisadas considerando a presença de problemas psicogênicos, assim como a incontinência labial ou uma deficiência de deglutição.

Conseqüências:
Estas variam dependendo da intensidade da hipersecreção. Freqüentemente há descamação dos lábios, queilite angular e dermatite ao nível do mento.
Pode apresentar ocasionalmente fadiga muscular por uma constante deglutição. Também pode haver mudança no paladar (ácido, doce, metálico).
Em alguns casos, pode haver uma barreira social, pois os pacientes acabam possuindo um aspecto desagradável e incômodo, com uma face característica e odor desagradável pelo acúmulo constante de saliva.

Como é o tramento Periondontal

Como é o tratamento


Periodontia - Como é o Tratamento Periodontal

Antes de iniciarmos o seu tratamento, você passará por uma avaliação com nossa higienista. Ela verificará a quantidade de placa bacteriana presente e lhe orientará sobre como controlá-la através de hábitos corretos de higienização como: escovação, uso do fio dental, limpeza de sua língua, etc, fundamentais para a manutenção de sua saúde periodontal.

Após a sessão com a higienista, será então iniciado seu tratamento. A gravidade de sua doença determinará o tipo de tratamento a ser seguido, assim como o número de consultas necessárias. Em casos de periodontites graves, a prescrição de antibióticos poderá se tornar necessária principalmente para pacientes diabéticos, cardiopatas, etc.

  • Limpeza superficial - raspagem e polimento

Estes procedimentos abrangem a remoção do "tártaro calcificado", particularmente atrás dos dentes anteriores inferiores e a remoção das manchas através do polimento com discos ou escovas rotatórios de borracha. Este último tratamento é aplicado principalmente por motivos estéticos.

  • Limpeza profunda - raspagem sob a margem gengival e alisamento radicular

Este procedimento é mais difícil e demorado. Muitos pacientes o acham desconfortável e preferem a aplicação de uma anestesia local. Dependendo da quantidade de tratamento necessário, várias consultas podem ser exigidas, para que se cuide apenas de alguns dentes de cada vez. Um paciente que tenha uma doença avançada, moderadamente generalizada, pode precisar de quatro a seis consultas de 30 a 45 minutos cada.

O dentista/higienista usa basicamente dois tipos de instrumentos:

    1. Instrumentos projetados para a raspagem manual;
    2. Instrumentos vibratórios - sondas finas que vibram em alta freqüência (geralmente ultra-sônica), resfriadas com jato de água.

O dentista pode aconselhar o uso de um colutório anti-séptico imediatamente após este procedimento.

Aproximadamente após 45 dias do término de seu tratamento, será marcada, uma nova consulta (a qual não será cobrada) para que seu tratamento periodontal seja reavaliado. Nesta consulta lhe será indicado a periodicidade dos retornos necessários para a manutenção de sua saúde, possíveis indicações cirúrgicas. A maioria das cirurgias são executadas sob a ação de uma anestesia local. Depois do dente e da gengiva estarem completamente insensíveis, é feita uma incisão para permitir que o tecido gengival seja elevado e afastado do dente. As partes inflamadas mais profundas do tecido gengival. são removidas e as superfícies radiculares dos dentes são completamente limpas com os mesmos tipos de instrumentos usados na raspagem e no alisamento radicular. Alguns ajustes podem ser feitos no formato da gengiva. Ela é então reposta ao redor do dente com suturas e, às vezes, com um cimento ou revestimento, e, consequentemente, ocorre o controle de sua doença periodontal.

Aviso Importante: O objetivo destas páginas Web é facilitar a comunicação de informações odontológicas. Em nenhuma circunstância elas devem substituir a atenção por parte de um profissional da saúde.

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Saúde Bucal

SAÚDE BUCAL

Doença Periodontal:
Gengivite e Periodontite - prevenção e tratamento




“ A essência de um bom tratamento periodontal depende da comunicação apropriada e adequada com o paciente sobre a doença em si e os cuidadosa bucais necessários para manter a saúde”.

As Doenças Periodontais(D.P) são doenças infecto-inflamatórias que afetam os tecidos de proteção(gengivas) e sustentação dos dentes (ligamento periodontal e osso),causadas por bactérias presentes na placa. A placa bacteriana ou biofilme dental é um agrupamento de bactérias que acumula na superfície dental. As alterações mais freqüentes em termos de doença são: gengivite (inflamação na gengiva) e periodontite (perda de suporte ósseo dos dentes). Estas duas doenças são altamente prevalentes, sendo uma das principais causas de perdas dentárias na população em geral.
No entanto, tivemos um progresso extraordinário na compreensão da D.P nos últimos anos, apontando novos caminhos para o diagnóstico, tratamento, prevenção e manutenção de saúde bucal nos pacientes portadores destas infecções.
Dentro de um processo de saúde-doença periodontal, encontramos um balanço entre a agressão, representado pela placa bacteriana e uma resposta imuno-inflamatória do indivíduo. Evidencia-se que o desenvolvimento da doença é dependente não somente da presença de microorganismos, mas de um indivíduo susceptível à doença. Este conceito também está por trás do entendimento de gengivites e periodontites como doenças distintas (diferentes) e não mais tendo a visão da periodontite como progressão da gengivite. Elas possuem etiologias(causas) diferentes.


GENGIVITE

O desenvolvimento da gengivite se dá a partir do acúmulo de placa bacteriana supragengival (acima da gengiva). Todo indivíduo que deixar acumular bactérias sobre as superfícies dos dentes, desenvolverá uma inflamação na margem da gengiva em poucos dias. Existem fatores de risco induzidos por medicamentos e hormônios (nifedipinas para cardiopatas, hidantoína para epiléticos e anticoncepcionais orais), que podem modificar uma gengivite existente. Podendo ter influência de fatores sistêmicos como diabete, distúrbios hormonais, imunológicos e outros.
As características clínicas principais são sangramento da margem gengival ao escovar os dentes ou espontaneamente, vermelhidão, edema, mudança de textura (flacidez) da gengiva,desconforto e mau hálito.

O tártaro (cálculo), que se forma sobre a superfície do dente, é uma placa bacteriana mineralizada, endurecida, que não pode ser removida com a escovação. O tártaro não causa o problema, mas, a sua presença, compromete a saúde gengival. Ele apresenta uma superfície porosa, na qual acumulam mais bactérias, favorecendo a uma maior retenção de placa. Existem pessoas com maior formação de tártaro supragengival que pode estar relacionado não somente com a quantidade de placa acumulada, mas com a quantidade de minerais ( cálcio, fosfato...) presentes na saliva. Neste caso, indica-se o uso de cremes dentais anti-tártaro, afim de diminuir a sua formação. O tártaro não só prejudica a saúde gengival como compromete a estética, absorvendo manchas com mais facilidade, principalmente naquelas pessoas que fumam ou tomam chá e café.

Para evitar a gengivite, preconiza-se a correta escovação dos dentes e gengivas e uso do fio dental ou escovas interdentais pelo menos uma vez ao dia. A placa bacteriana ou biofilme dental (comunidade bacteriana organizada), que se forma continuamente nos dentes, se não for removida diariamente por meio dos cuidados bucais realizados pelo paciente, poderá inflamar a gengiva ao redor do dente.

Uma vez já instalada a gengivite, recomenda-se um exame periodontal realizado pelo dentista ou periodontista, onde se fará um diagnóstico correto da enfermidade. Os tratamentos mais freqüentemente usados são a remoção da placa e tártaro (placa mineralizada) em sessões de raspagem e alisamento da superfície dentária e instrução de higiene bucal individualizada. A instrução de higiene é aspecto mais importante do tratamento da gengivite. Portanto, o dentista conseguirá sanar o problema fazendo o tratamento adequado, removendo os fatores de retenção de placa (tártaro, restaurações mal adaptadas, cáries, próteses desadaptadas, restos de raízes), facilitando a higiene pelo paciente.

Após o tratamento local, temos o restabelecimento da saúde gengival de 7 a 21 dias. O importante é a disciplina na escovação diária e manutenção periódica ao dentista. As pastas de dentes mais indicadas são as que contém produtos anti-placa e anti-tártaro, comumente encontradas na maioria dos cremes dentais com efeito Total.

Sempre que a gengiva sangra ela está inflamada. Neste locais onde ocorre o sangramento, deve-se intensificar e aprimorar o uso do fio dental e escovas. Esta doença é reversível desde que tratada adequadamente e os tecidos de suporte (osso e ligamento periodontal) dos dentes não tenham sido atingidos.


PERIODONTITES


São dependentes não somente da presença de uma microbiota patogênica(bactérias), mas de um indivíduo suscetível à doença. Elas podem ainda ser afetadas por fatores modificadores genéticos (hereditariedade), ambientais (fumo) e sistêmicos (diabetes).Esta inflamação acomete os tecidos subgengivais(abaixo da gengiva). As bactérias que ali se encontram são mais agressivas, causando maior destruição: perda óssea, sangramento periodontal, formação de bolsas periodontais, retração gengival, alteração na posição dos dentes, mau hálito, mobilidade e perdas dentárias. Ocorre mais freqüentemente em indivíduos adultos acima de 35 anos, podendo atingir jovens ou até mesmo crianças.
As características nem sempre são perceptíveis principalmente no início e nestes casos somente o exame clínico periodontal e radiográfico poderão identificar a doença.


O tratamento baseia-se na remoção da causa através de sessões de raspagem e alisamento radicular (RASUB- raspagem subgengival), orientação de higiene bucal e motivação do paciente. Nos casos de Periodontite, deve-se ter um bom controle de placa afim de evitar reinfecção bacteriana. É importante o uso de escova interdental, escova unitufo para complementar a escovação usual. Outra alternativa coadjuvante é o uso de colutórios para higiene bucal contendo clorhexidine 0.12%,durante o tratamento periodontal. Porém deve-se cuidar os efeitos adversos com o uso contínuo deste produto, como mancas nos dentes e perda do paladar. O principal objetivo do tratamento periodontal é estabilizar a perda de inserção óssea e assegurar que o trabalho conjunto do profissional e do paciente evite o retorno ou agravamento da infecção periodontal.

De acordo com os resultados do tratamento são estabelecidas visitas periódicas ao periodontista para diagnosticar e evitar a recolonização bacteriana eliminando a recidiva da doença. Cabe lembrar, que todos os dias se aderem novas bactérias nos nossos dentes. Portanto, o diagnóstico precoce e higiene oral aprimoradas são as principais armas que temos para evitar a inflamação e progressão da periodontite.

Durante e/ou após o tratamento periodontal, na presença de retração gengival, pode-se apresentar um quadro de hipersensibilidade dentinária devido à exposição da porção radicular do dente. Este sintoma, na maior parte das pessoas, gera dor e desconforto diante de estímulos como o frio, quente, cítrico ou doce, quando entra em contato com a superfície exposta da raiz. Como prevenção pode-se proteger o colo exposto através do uso de cremes dentais para dentes sensíveis (apresentando nitrato de potássio 5% ), Fluoreto de sódio 0.05%, verniz com flúor, terapia com laser, cobertura radicular (restauração) e ,alguns casos, enxerto gengival. Deve-se evitar escovação traumática, o uso de escovas com cerdas duras e cremes dentais muito abrasivos.

Não é possível o tratamento destas doenças somente com medicamentos. A placa bacteriana aderida ao dente, juntamente com o tártaro deve ser removida mecanicamente através do tratamento realizado pelo periodontista e controle de placa bacteriana pelo paciente. Em casos que se necessite o uso de antibiótico, no auxílio ao tratamento periodontal é preciso monitorar quais bactérias são responsáveis pela ocorrência da doença e identificar a quais antibióticos elas são sensíveis, afim de evitar o uso indiscriminado desta medicação. O antibiótico só agirá no momento em que já tenha sido realizado uma abordagem subgengival (remoção do biofilme subgengival), RASUB, nas periodontites. Em alguns casos, em que a terapia não seja satisfatória, tratamentos adicionais podem ser necessários, tais como acesso cirúrgico para raspagem radicular, remoção de raízes e tunelizações, entre outros.

As visitas de manutenção devem assegurar a estabilidade da condição de saúde alcançada com o tratamento e assim evitar a progressão da doença com a sua recidiva (retorno). Pacientes que aderem a este sistema de rechamadas para a mantutenção Periódioca Preventiva consegue manter mais os seus dentes ao longo do tempo. A periodicidade varia de paciente para paciente, depende da cooperação durante ao tratamento, o grau de severidade do problema e o seu autocuidado no controle de placa no dia a dia. Recomenda-se de acordo com as evidências científicas que as rechamadas tenham uma periodocidade de 3-3 meses para casos mais avançados de Periodontite e nos demais , 4-6 meses.




• Gengivite: Este é o primeiro estágio da inflamação gengival causada pela placa bacteriana que se forma na margem da gengiva. Se a escovação e o uso do fio dental diariamente não forem suficientes para remover esta placa, ela produzirá toxinas que podem irritar o tecido gengival, causando a gengivite. Você pode notar algum sangramento durante a escovação e o uso do fio dental. Neste primeiro estágio da doença, o dano pode ser revertido.

Periodontite: Neste estágio, o osso e as fibras de sustentação que mantêm os dentes em posição são irreversivelmente danificados. Ao redor da sua gengiva pode começar a se formar uma bolsa que avança para baixo da gengiva e onde ficam armazenado o tártaro e a placa bacteriana. O tratamento dentário adequado e a higiene bucal minuciosa em casa, em geral, podem ajudar a prevenir danos maiores.

Periodontite avançada: Neste estágio final da doença, as fibras e os ossos de sustentação dos dentes estão destruídos, o que faz com que os dentes migrem ou mudem de lugar ou se tornem abalados ou com mobilidade. Isto pode afetar sua mastigação e estética. Se o tratamento não for eficaz, você corre o risco de perder seus dentes.

Dentro de um contexto de promoção de saúde, uma boa higiene bucal é uma das medidas mais importantes que você pode adotar para manter seus dentes e gengivas saudáveis. Isto contribui não só para que você tenha uma boa aparência, mas também, para que você possa falar bem e mastigar corretamente os alimentos. Manter uma boca saudável é importante para o bem-estar geral do indivíduo. Os cuidados diários preventivos, tais como uma boa higiene bucal, ajudam a evitar que os problemas dentários se tornem mais graves. Devemos ter em mente que a prevenção é a maneira mais econômica, menos dolorida e menos preocupante de se cuidar da saúde oral e que ao se fazer prevenção estamos evitando o tratamento de problemas mais graves.

Existem medidas simples que cada indivíduo pode tomar para diminuir significativamente o risco do desenvolvimento de cáries, gengivites, periodontites e outros problemas bucais. E a nós dentistas, o grande desafio não é somente restaurar a saúde bucal, mas promovê-la e mantê-la em todos os indivíduos.

Santini

Conceitos de Doença Periodontal

DOENÇA PERIODONTAL

O que é periodonto?

É o conjunto de tecidos que está ao redor do dente e que é responsável pela sua fixação: gengiva, osso alveolar e fibras que ligam a raiz ao osso.

O que é Doença Periodontal ? É a mesma coisa que gengivite?

E o comprometimento dos tecidos periodontais pelo processo inflamatório, que leva à reabsorção do osso que está ao redor das raízes dos dentes, enquanto que, na gengivite, não há alteração óssea, pois a inflamação atinge a gengiva.

Como posso saber se tenho a Doença Periodontal?

O sinal mais característico é o sangramento, mas devemos estar atentos também para: alterações na posição dos dentes, mobilidade retrações gengivais, retenções de alimento, inchaço etc.

Ao perceber sangramento durante o uso do fio dental, devo suspender esse procedimento de limpeza?

Não, desde que esteja passando o fio corretamente. O sangramento denota a presença de bactérias nessa região e, dessa forma, é conveniente continuar com o uso do fio na tentativa de removê-las.

Existem medicamentos indicados para o tratamento?

Não é possível o tratamento desta doença somente com medicamentos, sejam estes locais ou sistêmicos. A placa bacteriana aderida ao dente tem que ser removida mecanicamente.

Qual a causa da Doença Periodontal?

A placa bacteriana aderida ao dente é a única causa, porém algumas alterações na gengiva podem estar associadas a causas hormonais, uso de alguns medicamentos, queda de resistência etc.

Como o tratamento é realizado pelo cirurgião-dentista?

É feito com a remoção da placa bacteriana aderida através de raspagem e alisamento das raízes dos dentes. Quando os instrumentos de raspagem não atingem toda área da raiz comprometida, as cirurgias são indicadas para facilitar o acesso.

Uma vez tratada a doença, os tecidos recuperam-se integralmente?

Não, sempre ficam seqüelas, com exceção das gengivites. A doença periodontal deixa como seqüelas alterações estéticas como: deslocamento na posição do dente, retração gengival com conseqüente aumento no comprimento do dente etc. Existem procedimentos cirúrgicos e protéticos que podem minimizar esses defeitos.

E de quando em quando se fazem os retornos para a manutenção após o tratamento?

As visitas para manutenção devem assegurar a estabilidade da condição de saúde alcançada com o tratamento e, assim, evitar tanto a progressão da doença como a sua recidiva.

É possível prevenir esta doença?

A sua prevenção pode ser feita unicamente removendo a placa bacteriana através de limpeza bucal doméstica com fio dental e escova, mais limpezas periódicas feitas pelo dentista. Nos casos mais avançados, recomenda-se uma periodicidade de 3/3 meses e de 4/6 meses para a maioria das pessoas.

Prevenção: Limpeza bucal doméstica + Limpeza profissional de 6/6 meses.




Periodontia


A Periodontia é a especialidade que trata da periodontite estudando a gengiva e os tecidos moles da boca. O objetivo do tratamentoé estabilizar para não ocorrer as perdas dos dentes e assegurar que o paciente não volte a ter novos problemas de periodontite.

O que é doença periodontal?
A doença periodontal ou periodontite é uma infecção bacteriana que afeta as fibras de inserção (gengiva) e afeta o osso de suporte que mantêm os dentes alinhados na boca, dando harmonia ao seu sorriso.

periodontia

Por que fazer um exame de periodontite?
Para se prevenir de doenças mais graves. Um exame periodontal é a forma fácil de determinar como esta sua saúde bucal. No exame, uma micro sonda é inserida entre seus dentes e a gengiva para verificar sua saúde periodontal.

Desta forma é possível diagnosticar com precisão a necessidade de um tratamento precoce da doença periodontal podendo assim evitar problemas futuros como a perda de dentes ou a necessidade de implantes. Este simples exame pode ajudá-lo a conservar seus dentes por toda sua vida.

Quem precisa fazer este exame?
Todas as pessoas precisam fazer o exame periodontal. Este exame é uma forma de se prevenir contra problemas mais graves como infecções e perdas dos dentes. Se você nunca fez este tipo de exame converse com seu dentista e marque já uma consulta. Prevenir é melhor do que tratar.

Como é feito o tratamento?
Primeiro o periodontista irá controlar a infecção para poder remover a placa. A remoção da placa poderá ser feita através de raspagem, remoção do tártaro (placa), granulação e toxinas da gengiva. A raiz do dente será alisada para eliminar pontos de acúmulo de germes, permitindo que a gengiva fique mais aderida ao dente.

Ainda existe outra alternativa que é o uso de um líquido para higiene bucal contendo uma clorhexidine. em alguns casos o dentistas pode prescrever antibióticos que ajudam a eliminar os causadores da periodontite.

É necessário realizar uma cirurgia periodontal?
A cirurgia pode ser necessária, caso a raspagem e o alisamento não controlarem a infecção, ou se esta estiver muito avançada e incluir perda óssea ao redor dos dentes. A Cirurgia é feita com anestesia local sem causar dores ao paciente. “A cirurgia é realizada levantando-se a gengiva, removendo-se o tártaro e suturando-a de volta no lugar”.